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Dores nas costas devem afetar mais de 10% da população mundial até 2050, aponta estudo global
Publicado em 03/02/2026 16:46
SAÚDE

A dor nas costas é uma condição comum e, em algum momento da vida, atinge a maioria das pessoas. Em muitos casos, o incômodo desaparece após algumas semanas, sem deixar sequelas. No entanto, quando os episódios se tornam recorrentes ou persistentes, o problema pode comprometer significativamente a qualidade de vida, tornando atividades simples do cotidiano um grande desafio físico e emocional.

A complexidade da coluna vertebral ajuda a explicar a alta incidência desse tipo de dor. A espinha dorsal humana está conectada à caixa torácica, aos ossos do quadril e a uma extensa rede de tendões, ligamentos, cartilagens, músculos e tecidos nervosos. Qualquer alteração, inflamação ou lesão em uma dessas estruturas pode desencadear dores nas costas, com intensidades e características variadas.

De acordo com a mais recente edição do estudo Global Burden of Disease (GBD), produzido por pesquisadores do Instituto de Medidas e Avaliação da Saúde da Faculdade de Medicina da Universidade de Washington, nos Estados Unidos, o número de pessoas que sofrem com dores na região lombar deve crescer de forma expressiva nas próximas décadas. A projeção indica que, entre 2020 e 2050, haverá um aumento superior a um terço no total de casos em todo o mundo.

As estimativas do estudo apontam que, até 2050, mais de 10% da população mundial será afetada por dores nas costas. O impacto dessa condição na saúde global é tão significativo que apenas doenças como acidente vascular cerebral (AVC), enfermidades cardíacas e pulmonares, diabetes e problemas que atingem recém-nascidos causam maior prejuízo à saúde da população mundial do que as dores na coluna, segundo os dados do GBD.

A região lombar é apontada como a principal fonte de dor, por ser responsável por sustentar grande parte dos movimentos do corpo e absorver elevados níveis de tensão mecânica. Ainda assim, as dores também podem atingir a parte superior das costas, especialmente a região do pescoço e dos ombros, áreas frequentemente sobrecarregadas por posturas inadequadas e movimentos repetitivos.

Na maioria dos casos, a dor nas costas é persistente e acompanhada de rigidez muscular. Entretanto, lesões como rompimento de músculos ou ligamentos podem provocar dores agudas e súbitas. Já quando a dor se irradia para as nádegas e pernas, acompanhada de formigamento ou sensação de adormecimento, o quadro pode indicar comprometimento dos nervos, exigindo avaliação médica especializada.

Especialistas destacam que a forma de lidar com a dor influencia diretamente na recuperação. Segundo a Associação Britânica de Cirurgiões da Espinha (Bass), manter-se ativo é um dos principais fatores para controlar e reduzir as dores nas costas. Estudos realizados ao longo da última década indicam que o repouso excessivo tende a prolongar o tempo de recuperação, ao invés de acelerar a melhora.

A orientação é evitar permanecer por longos períodos em uma mesma posição, seja sentado, em pé ou curvado. A imobilidade prolongada contribui para o enfraquecimento da musculatura de sustentação da coluna e compromete a função natural dos discos intervertebrais, responsáveis pela absorção de impactos. Alternar posturas, realizar movimentos regulares e manter o corpo ativo são medidas consideradas fundamentais para preservar a saúde da coluna e reduzir o risco de dores crônicas.

 

Diante do crescimento projetado dos casos nas próximas décadas, especialistas alertam que as dores nas costas devem se consolidar como um dos principais desafios de saúde pública no mundo, exigindo ações preventivas, orientação adequada e mudanças de hábitos no dia a dia da população.

 

Rádio Cidade/TC

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