A Cotrijal manifestou preocupação com a demora na liberação da licença ambiental prévia para a construção de uma fábrica de biodiesel em Cruz Alta. O empreendimento integra o Projeto Soli3 e prevê investimento estimado em R$ 1,25 bilhão.
De acordo com a direção da cooperativa, o projeto é considerado estratégico para o desenvolvimento econômico regional e para o fortalecimento da cadeia produtiva do agronegócio no Rio Grande do Sul. A expectativa inicial era de que a licença fosse emitida ainda em 2025, porém o processo segue em análise pelos órgãos ambientais.
A Fundação Estadual de Proteção Ambiental (Fepam) informou que não há entraves injustificados, mas destacou que o projeto precisa atender integralmente às exigências técnicas e ambientais previstas na legislação. Entre os pontos analisados estão estudos de impacto ambiental, avaliação de cenários de risco e documentação específica exigida para empreendimentos do setor de combustíveis.
Segundo as informações divulgadas, a unidade industrial deverá ser instalada em uma área de aproximadamente 140 hectares já adquirida. O investimento inicial na primeira fase é estimado em cerca de R$ 500 milhões.
O complexo prevê produção mensal de aproximadamente:
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18 mil toneladas de biodiesel
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66 mil toneladas de farelo de soja
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2,3 mil toneladas de glicerina
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4,5 mil toneladas de casca de soja
O projeto também inclui estruturas para armazenamento de produtos químicos utilizados no processo industrial.
A Fepam reforçou que os biocombustíveis são considerados estratégicos para o desenvolvimento econômico do Estado e informou que o processo segue em análise técnica, com possibilidade de divulgação de novas informações nos próximos dias.
Matéria publicada originalmente no Jornal Tribuna das Cidades (edição impressa).
Reportagem: Francisco Darold.
Edição e postagem no portal: Repórter Capelão Adeildo Bueno.
Endereço: Rua General Osório, 245 - 2º Andar – Cruz Alta/RS
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