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SAÚDE: Reajuste de medicamentos fica abaixo da inflação, mas ainda pesa no bolso
Publicado em 02/04/2026 08:48
SAÚDE

SAÚDE: Reajuste de medicamentos fica abaixo da inflação, mas ainda pesa no bolso

Entrou em vigor nesta quarta-feira (1º) o novo reajuste nos preços dos medicamentos em todo o Brasil. Embora o aumento médio, de cerca de 2,5%, esteja abaixo da inflação oficial registrada no período (4,26%), o impacto ainda é significativo, especialmente para a população idosa.

O ajuste autorizado pode chegar a até 3,81%, conforme o nível de concorrência de cada produto no mercado. Os percentuais foram definidos em três faixas: medicamentos com maior concorrência podem ter reajuste de até 3,81%; os de concorrência intermediária, até 2,47%; e aqueles com menor competitividade, até 1,13%.

Algumas categorias ficaram de fora da atualização, como medicamentos fitoterápicos, homeopáticos e determinados produtos isentos de prescrição.

Segundo o economista Ricardo Buso, mesmo com índices inferiores à inflação, o aumento continua pressionando o orçamento das famílias, sobretudo dos idosos. Isso porque, em muitos casos, aposentados não possuem fontes complementares de renda e acabam destinando uma parcela significativa dos ganhos à compra de remédios e outros itens essenciais.

Outro fator que pode influenciar os preços no futuro é o cenário internacional. Tensões no Oriente Médio, por exemplo, podem afetar a cadeia de produção farmacêutica, já que países como o Irã têm participação relevante na exportação de insumos utilizados pela indústria.

Buso alerta que esse contexto pode gerar novos impactos ao consumidor. “A população que mais depende de medicamentos é justamente a que tem menor capacidade de absorver aumentos. Qualquer reajuste, mesmo que pequeno, já representa um peso considerável no orçamento”, destaca.

 

 

Fonte: R7.com

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