A Polícia Civil do Rio Grande do Sul, por meio da DRACO de Cruz Alta, realizou nesta quarta-feira (15) mais uma etapa da Operação REMAP. A ação teve como principal objetivo o sequestro de bens ligados a um suposto líder de organização criminosa que atua na região.
A ofensiva integra um conjunto de medidas voltadas ao enfrentamento do tráfico de drogas, da lavagem de dinheiro e da sustentação financeira de grupos criminosos.
A operação contou com o apoio da Polícia Civil de Santa Catarina e de delegacias vinculadas à 5ª Região Policial, tendo Cruz Alta como eixo central das investigações.
Cumprimento de mandados em dois estados
Nesta fase, foram executados seis mandados de busca e apreensão em diferentes municípios:
• Dois em Balneário Piçarras (SC)
• Dois em Bombinhas (SC)
• Um em Horizontina (RS)
• Um em Cruz Alta (RS)
As diligências buscam fortalecer a coleta de provas e dar suporte às medidas judiciais de bloqueio de bens relacionados ao investigado, apontado como articulador das atividades ilegais.
Bens de alto valor identificados
Durante o trabalho investigativo, foram localizados imóveis de padrão elevado e outros bens considerados incompatíveis com a renda declarada do suspeito. O patrimônio atribuído ao investigado ultrapassa R$ 7,5 milhões, incluindo propriedades fora do Estado.
Conforme a Polícia Civil, os bens teriam sido utilizados para esconder valores oriundos do tráfico de entorpecentes.
Indícios de lavagem de dinheiro
As apurações também revelaram a utilização de terceiros e de empresas para ocultação de patrimônio, além da prática de pagamentos fracionados em dinheiro vivo — estratégia frequentemente utilizada em esquemas de lavagem de dinheiro.
Diante dos indícios, foram solicitadas à Justiça medidas de bloqueio e possível perda dos bens, com o objetivo de atingir a base financeira da organização.
Ação integrada em nível nacional
A operação integra a Operação Nacional da RENORCRIM, coordenada pelo Ministério da Justiça e Segurança Pública, que reúne unidades especializadas das Polícias Civis de diversos estados no combate ao crime organizado.
A Operação REMAP teve início após a apreensão de valores em dinheiro em circunstâncias suspeitas, o que levou à identificação de uma estrutura criminosa organizada, com atuação no tráfico e na posterior lavagem de recursos.
Investigações seguem em andamento
A Polícia Civil informou que as investigações continuam, com novas diligências previstas para identificar outros envolvidos e ampliar as medidas de bloqueio patrimonial.
A corporação destaca que o enfrentamento ao crime organizado envolve não apenas ações repressivas, mas também o enfraquecimento financeiro das organizações, considerado essencial para sua desarticulação.
Fonte: Policia Civil