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Possível retorno do El Niño acende alerta no mercado da soja no Brasil
Publicado em 11/05/2026 15:29
AGRO

 O possível retorno do fenômeno climático El Niño passou a chamar a atenção do mercado da soja neste mês de maio, diante dos impactos que pode provocar nas principais regiões produtoras do país. A avaliação é da plataforma Grão Direto, que aponta mudanças no regime de chuvas e aumento da volatilidade nas cotações da commodity.

No Sul do Brasil, a tendência é de aumento no volume de chuvas nas próximas semanas. O cenário preocupa produtores que ainda finalizam a colheita da soja ou organizam o plantio das culturas de inverno, já que o excesso de umidade pode dificultar o acesso das máquinas às lavouras e provocar atrasos nas operações de campo.

Além das dificuldades logísticas, solos encharcados podem comprometer o calendário agrícola em algumas regiões produtoras, afetando o ritmo do plantio e o planejamento da próxima safra.

Enquanto isso, o Centro-Oeste segue sob atenção devido à irregularidade das chuvas e às temperaturas acima da média. A condição climática pode impactar a umidade do solo para os próximos ciclos produtivos, fator considerado estratégico para a principal região produtora de soja do país.

Mesmo com o clima no radar, outros fatores continuam influenciando o comportamento do mercado internacional. O contrato da soja spot em Chicago, com vencimento em maio de 2026, encerrou a semana cotado a US$ 11,94 por bushel, registrando leve alta. No Brasil, o índice FOB Santos também apresentou valorização, fechando em R$ 132,82 por saca.

Segundo a Grão Direto, o movimento dos preços foi impulsionado pela alta do petróleo e pela demanda da indústria de esmagamento nos Estados Unidos. Já no mercado brasileiro, os prêmios de exportação permaneceram firmes devido à procura externa, ajudando a equilibrar os efeitos da ampla oferta sul-americana.

Nos Estados Unidos, o avanço do plantio e as previsões de clima favorável no Corn Belt passaram a limitar novas altas nas cotações, enquanto o mercado acompanha sinais de possível redução gradual das importações chinesas de soja.

A expectativa agora está voltada para o relatório mensal de oferta e demanda do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA), previsto para ser divulgado nesta terça-feira, 12 de maio. O mercado projeta atualização nas estimativas de produção brasileira e projeções mais robustas para a safra norte-americana de 2026/27.

Outro fator acompanhado pelos investidores é a visita do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, à China, prevista para iniciar no dia 14 de maio. Há expectativa de possíveis acordos envolvendo a compra de soja norte-americana pelos chineses, o que pode influenciar o fluxo global da commodity e os preços internacionais.

Para os produtores brasileiros, o cenário reforça a necessidade de atenção ao planejamento das atividades no campo. Com fatores climáticos, geopolíticos e econômicos influenciando o mercado, a tendência é de manutenção da volatilidade nas próximas semanas.

Fonte: Agrolink – Aline Merladete

 

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