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RS investiga caso suspeito de Ebola em paciente com histórico de viagem à África
Publicado em 12/06/2026 11:39
SAÚDE
Foto: Reprodução/internet

 

A Secretaria Estadual da Saúde do Rio Grande do Sul (SES-RS) está investigando um caso suspeito de Doença pelo Vírus Ebola em um homem de 64 anos, residente em Novo Hamburgo, na Região Metropolitana de Porto Alegre. O paciente apresentou sintomas compatíveis com a doença após retornar de uma viagem recente a Uganda, país da África Oriental que enfrenta um surto ativo da enfermidade.

Apesar da suspeita, o paciente teve resultado positivo para malária grave do tipo Plasmodium falciparum e já iniciou o tratamento adequado. No entanto, conforme os protocolos sanitários, a possibilidade de infecção por Ebola ainda não foi descartada e dependerá de exames laboratoriais específicos.

O homem será transferido para o Grupo Hospitalar Conceição (GHC), em Porto Alegre, referência estadual para esse tipo de atendimento. As amostras de sangue coletadas foram encaminhadas à Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), no Rio de Janeiro, responsável pela análise definitiva do caso.

Medidas de prevenção foram adotadas

Seguindo os protocolos de biossegurança, o paciente foi colocado em isolamento e as autoridades de saúde iniciaram o rastreamento das pessoas que tiveram contato próximo com ele.

Familiares e demais contatos serão monitorados por até 30 dias, período considerado seguro para identificação de possíveis sintomas. O caso também foi comunicado ao Ministério da Saúde e à Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), que acompanham a investigação.

Especialistas descartam risco de surto

Apesar da mobilização das autoridades, especialistas afirmam que o risco de transmissão comunitária da doença no Brasil é considerado muito baixo.

Isso porque o vírus Ebola não é transmitido pelo ar, como ocorre com doenças respiratórias. A contaminação acontece apenas por contato direto com fluidos corporais de pessoas infectadas e que já apresentam sintomas da doença, como sangue, vômito, saliva, urina e secreções.

Além disso, pessoas em período de incubação — que pode variar entre dois e 21 dias — não transmitem o vírus.

Nos últimos meses, outros casos suspeitos investigados em estados brasileiros foram descartados após exames laboratoriais.

A Secretaria Estadual da Saúde reforça que não há motivo para pânico e que, até o momento, não existe qualquer recomendação de restrição de circulação ou adoção de medidas extraordinárias para a população.

 

Fonte: Secretaria Estadual da Saúde do RS

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