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AGRONEGÓCIO | Colheita do milho chega a 99% no Rio Grande do Sul e produtores já projetam a próxima safra
Publicado em 22/06/2026 08:46
AGRO

A colheita do milho da safra 2025/2026 está praticamente concluída no Rio Grande do Sul. De acordo com o Informativo Conjuntural divulgado pela Emater/RS-Ascar, 99% da área cultivada no Estado já foi colhida, restando apenas pequenas áreas, principalmente em propriedades de menor porte distribuídas por diferentes regiões.

Com o encerramento da safra, muitos produtores já começam a planejar o próximo ciclo de cultivo. Na região administrativa de Bagé, onde a colheita das lavouras implantadas mais tardiamente e das áreas de safrinha representa menos de 5% dos 56.571 hectares cultivados, agricultores de Maçambará avaliam ampliar os investimentos na cultura. A expectativa é favorecida pela previsão de ocorrência do fenômeno El Niño, que poderá proporcionar maior disponibilidade de água para as lavouras de sequeiro.

Na Serra Gaúcha e na região das Hortênsias, restam apenas pequenas áreas de agricultores familiares para serem colhidas. Nessas propriedades, a colheita ocorre de forma escalonada, utilizando máquinas de pequeno porte ou, em alguns casos, de forma manual. Após a retirada dos grãos, a produção é armazenada em espigas ou a granel para consumo nas próprias propriedades.

Na região de Ijuí, os trabalhos também estão em fase final, com poucas áreas ainda pendentes de colheita.

Já na região de Pelotas, as condições climáticas das últimas semanas dificultaram o avanço das operações. Dias com céu encoberto, nevoeiro, excesso de orvalho e as chuvas registradas em 12 de junho atrasaram os trabalhos. Mesmo assim, 87% das lavouras já foram colhidas, enquanto os 13% restantes estão maduros e prontos para a colheita. Os cerealistas seguem recebendo o produto para secagem, armazenamento e posterior comercialização.

Na região de Soledade, as áreas semeadas em períodos intermediários e tardios do Zoneamento Agrícola de Risco Climático (ZARC) ainda se encontram na fase de enchimento de grãos. Apesar das adversidades climáticas enfrentadas ao longo do ciclo, a produtividade é considerada satisfatória. As baixas temperaturas e a menor incidência de radiação solar prolongaram o período de maturação, fazendo com que os grãos sejam colhidos com maior teor de umidade, exigindo secagem antes do armazenamento para garantir a qualidade da produção.

No mercado, a pesquisa semanal da Emater/RS-Ascar aponta estabilidade nos preços pagos ao produtor. O valor médio da saca de 60 quilos passou de R$ 58,98 para R$ 58,91, representando uma leve queda de 0,12% em relação ao levantamento anterior.

Fonte: Agrolink, com informações da Emater/RS-Ascar

 

 

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