A influenciadora digital e advogada Deolane Bezerra foi transferida nesta sexta-feira, 22, para a Penitenciária Feminina de Tupi Paulista, no interior de São Paulo. Ela foi presa na quinta-feira, 21, durante a Operação Vérnix, deflagrada pelo Ministério Público de São Paulo e pela Polícia Civil, que investiga um suposto esquema de lavagem de dinheiro ligado ao Primeiro Comando da Capital (PCC).
Após audiência de custódia, a Justiça manteve a prisão preventiva da influenciadora. Inicialmente, Deolane havia sido encaminhada à Penitenciária Feminina de Santana, na zona norte da capital paulista, considerada a maior unidade prisional feminina do Estado. Conforme dados da Secretaria da Administração Penitenciária (SAP), o local opera acima da capacidade, abrigando cerca de 2,8 mil detentas, embora tenha estrutura para aproximadamente 2,6 mil mulheres.
Segundo as investigações, empresas de fachada e contas bancárias ligadas à influenciadora teriam sido utilizadas para ocultar e movimentar recursos supostamente relacionados ao crime organizado. O Ministério Público aponta que uma transportadora investigada teria atuado no fluxo financeiro da facção criminosa.
Ainda conforme o inquérito, Deolane é apontada como integrante da estrutura financeira do grupo investigado. Até a última atualização do caso, a defesa da influenciadora não havia se manifestado.
A influenciadora já havia sido alvo de outra investigação em 2024, quando foi presa durante uma operação da Polícia Civil de Pernambuco que apurava suspeitas de lavagem de dinheiro e exploração de jogos ilegais ligados a plataformas de apostas. Na ocasião, ela chegou a cumprir prisão domiciliar, mas retornou ao regime fechado após descumprir medidas judiciais.
Durante a Operação Vérnix, policiais apreenderam veículos de luxo na residência da influenciadora. Entre os automóveis estavam modelos como um Jeep Commander, uma Range Rover Sport, um Cadillac Escalade importado e um Mercedes-AMG G 63. Segundo a investigação, a frota de veículos estaria avaliada em mais de R$ 5 milhões.
A Justiça também determinou o bloqueio de cerca de R$ 27 milhões em contas vinculadas à investigada.
Em relatório policial, os investigadores afirmam que o padrão de ostentação exibido nas redes sociais da influenciadora, que possui milhões de seguidores, é considerado incompatível, em tese, com a renda formalmente declarada, o que teria reforçado os indícios de lavagem de dinheiro e ocultação patrimonial.
Fonte: Correio do Povo