O Templo de Estudos Espiritualistas Caboclo Jupi (T.E.E.C.J.), de Cruz Alta (RS), recebeu a certificação de Ponto de Cultura por meio da Política Nacional Cultura Viva, reconhecimento concedido pelo Ministério da Cultura a iniciativas que promovem a preservação, a valorização e a difusão do patrimônio cultural brasileiro.
Fundado em 2020 e inspirado pelo legado espiritual do Caboclo Jupi, guia da matriarca Tereza de Ogum, que acumula 59 anos de vivência religiosa, o templo destaca-se pela promoção da cultura afro-brasileira, das tradições da Umbanda e da cidadania cultural.
A instituição foi uma das pioneiras da região a conquistar a completa regularização jurídica e administrativa de suas atividades, com estatuto registrado, CNPJ, alvará de funcionamento e diretorias espiritual, executiva e fiscal constituídas. Sua sede própria foi construída integralmente por meio da doação de materiais e do trabalho voluntário da comunidade.
Atualmente, mais de 100 filhos e filhas de religião, oriundos de diversas cidades da região, participam ativamente das atividades da casa e das sessões semanais de caridade. Além de sua atuação presencial, o templo mantém forte presença digital, reunindo aproximadamente 200 mil seguidores em suas redes sociais e alcançando 37,2 milhões de visualizações em 2025.
O reconhecimento como Ponto de Cultura fortalece ainda mais sua missão de preservar a memória, promover a inclusão, combater a intolerância religiosa e valorizar a diversidade cultural brasileira.
A certificação ganha relevância especial diante do cenário gaúcho, onde existem mais de 654 Pontos de Cultura homologados, mas apenas uma pequena parcela corresponde a terreiros de matriz afro-brasileira formalmente certificados, colocando o Templo Caboclo Jupi entre as iniciativas de maior destaque na preservação e difusão do patrimônio cultural afro-religioso no Rio Grande do Sul.