O Condomínio Aeronáutico Erico Veríssimo realizou, na última quarta-feira, 19 de agosto, uma assembleia que marcou a eleição da nova diretoria da entidade. A gestão passa a ser conduzida por Airton Carlos Becker, que assume a presidência.
A nova diretoria é composta ainda por Rodrigo Rossato, como vice-presidente; Lucas Lese, 1º tesoureiro; Fernando Cattaneo, 2º tesoureiro; Cristian Zachow, 1º secretário; e Tiago Rubert, 2º secretário.
Criado por empresários de Cruz Alta e da região, o Condomínio Aeronáutico Erico Veríssimo surgiu com o objetivo de ampliar e qualificar a infraestrutura aérea do município. O projeto teve início em 2019, com a aquisição de uma área de aproximadamente 26 hectares, localizada na comunidade de Benjamin Nott, onde funcionava o antigo Aeroporto Carlos Ruhl, espaço ligado à história da Varig.
As operações começaram em 2021 e a inauguração oficial ocorreu em 28 de novembro daquele ano. A estrutura foi viabilizada pela união de aproximadamente 40 empresários e empresas, com investimentos privados e sem fins lucrativos, tendo como proposta oferecer uma infraestrutura aérea que também beneficie a comunidade.
O empreendimento conta com uma pista asfaltada de aproximadamente 1.200 metros de comprimento por 23 metros de largura, equipada com balizamento para operações noturnas. O local também dispõe de estrutura para hangaragem, reuniões, recepção de passageiros e abastecimento com gasolina de aviação e combustível para aeronaves a jato.
Desde 2024, o condomínio está preparado para receber também jatos executivos de pequeno e médio porte. No último ano, a estrutura registrou cerca de 800 voos executivos, além de nove atendimentos aéreos relacionados à área da saúde.
Entre os projetos que podem avançar futuramente está a busca por uma ligação aérea regional entre Cruz Alta e Porto Alegre, ampliando as possibilidades de conexão do município com a capital gaúcha.
Mais do que uma pista de pouso e decolagem, o Condomínio Aeronáutico Erico Veríssimo representa uma infraestrutura estratégica para Cruz Alta e a região. A estrutura contribui para reduzir o tempo de deslocamento e pode favorecer a chegada de empresários, investidores, profissionais e serviços especializados, fortalecendo o desenvolvimento econômico regional.