Os empregados da Caixa Econômica Federal rejeitaram, em assembleias realizadas na segunda-feira (21), a nova proposta apresentada pelo banco para renovação do Acordo Coletivo de Trabalho (ACT). Com a decisão, a greve iniciada em 10 de setembro permanece por tempo indeterminado. O principal ponto de divergência continua sendo o Saúde Caixa, plano de assistência médica dos empregados.
A rejeição ocorreu em diferentes bases sindicais do país. Em assembleia nacional divulgada pelo movimento sindical, a proposta recebeu 59,3% de votos contrários. O comando nacional dos bancários deverá definir os próximos encaminhamentos e comunicar oficialmente a decisão à Caixa.
Em Cruz Alta, a paralisação afeta o atendimento presencial da Caixa. A situação dos demais bancos é acompanhada pelo Sindicato dos Bancários de Cruz Alta e Região, que representa trabalhadores de sete municípios.
O diretor financeiro da entidade, Carlos Henrique Santos, havia explicado, em entrevista à Rádio Cidade e ao Jornal Tribuna das Cidades, que a campanha salarial envolve, além dos índices de reajuste, questões relacionadas à saúde, segurança e condições de trabalho. Segundo o dirigente, Caixa, Banco do Brasil e Banrisul possuem negociações específicas, enquanto os bancos privados já haviam avançado em seus acordos.
Entre os temas centrais das negociações da Caixa está o Saúde Caixa. A nova proposta apresentada pelo banco previa alterações no custeio do plano, incluindo mudanças nas contribuições e na participação da empresa a partir de 2027.
Com a rejeição da proposta, os empregados da Caixa mantêm a paralisação e aguardam novos encaminhamentos das entidades sindicais. Enquanto durar a greve, a Caixa orienta os clientes a utilizarem canais digitais, aplicativos, terminais de autoatendimento e demais alternativas disponíveis para a realização de serviços bancários.
Fonte: Contraf-CUT / Agência Brasil e informações do Sindicato dos Bancários de Cruz Alta e Região.